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Friday, 27 March 2009

Radio in my Head


Algumas semanas antes de sair de Madrid meus amigos já me avisavam que Radiohead estaria em terras paulistas. Depois de 1 ano longe de casa, a idéia era carregar as baterias e o tempo estava dividido entre estar com a família, amigos, cachorro, devaneios e ainda um freelance de ultima hora.

Ai o destino se fez presente. Me ligou Amanda e disse 2 dias antes do show: "Rafa, estou aqui na porta e tem meia entrada, você quer?" O que vocês fariam?

Com o bom e velho transito de nossa cidade, e até um pouco de chuva durante o caminho, não chegamos a tempo de ver Los Hermanos, e só pegamos o finalzinho do Kraftwerk. Ta ótimo!

Saindo do carro, já dava pra sentir o cheiro e a energia mesmo antes de começar que este não seria um show qualquer.

E ai... começou!

Público de 30 mil, vivendo essas 2 horas e meia diluidas em 26 canções. As pessoas estavam enlouquecidas, havia ainda, momentos onde Thom Yorke fazendo um acústico em Faust Arp, a galera ficava quietinha só prestando atenção, sentindo a vibe, já em outros, ao som de Paranoid Android, todos pulavam, gritavam e agitavam juntos numa catarse coletiva. Muitos sentimentos. Senti arrepio várias vezes, outras mais contido, com um sorriso introspectivo na cara.

E que produção, e que iluminação, e que qualidade do som...

FOI PURA ARTE.

Thursday, 5 February 2009

Life: to born, to copulate, to die.


This is the basic substance of Francis Bacon's art. In the brutality that means to life, it is your main concern. To illustrate this world "without God", T.S. Elliot said about life:
"To born, to copulate, to die"

Esta é a substância básica da obra de Francis Bacon. Da brutalidade que do viver e do existir emana sua inquietude. E para ilustrar este mundo "sem Deus", T.S. Elliot disse sobre a vida:
" Viver, copular, morrer."