Tuesday, 31 March 2009

I found Bin Laden and Bush In Marrakesh



Muita emoção de estar pisando pela primeira vez no continente africano. Claro que já imaginava encontrar de tudo, desde domadores colocando cobras em meu pescoço no meio de uma praça, vendedores falando 4 ou 5 palavras de todos idiomas do mundo, os contrastes como a pobreza da velha Medina e casinos super luxuosos da parte nova, particularidades da religião muçulmana, as lojinhas, os rostos cheios de expressão, o deserto e os camelos, o gelo dos Atlas, e claro, a comida o cucus e seus temperos.

Mas nos últimos dias, encontro algo bem inusitado: um "brinquedinho" sobre trilhos onde nosso ilustre George W. Bush persegue, encima de um tanque de guerra e apontando um canhão, para o underground Bin Landen sobre um skate maneiro.

Slogan: "Super Funny Children's Toys"

Considerando que a cidade é pra lá de turística, qual será a verdadeira intenção desse brinquedo? Como será foi a reunião de briefing para concebe-lo? Queriam vender simplesmente algo que chamasse atenção por ser um ícone mundial ou teria algum outro ponto, conceitual ou racista em jogo?

Friday, 27 March 2009

Radio in my Head


Algumas semanas antes de sair de Madrid meus amigos já me avisavam que Radiohead estaria em terras paulistas. Depois de 1 ano longe de casa, a idéia era carregar as baterias e o tempo estava dividido entre estar com a família, amigos, cachorro, devaneios e ainda um freelance de ultima hora.

Ai o destino se fez presente. Me ligou Amanda e disse 2 dias antes do show: "Rafa, estou aqui na porta e tem meia entrada, você quer?" O que vocês fariam?

Com o bom e velho transito de nossa cidade, e até um pouco de chuva durante o caminho, não chegamos a tempo de ver Los Hermanos, e só pegamos o finalzinho do Kraftwerk. Ta ótimo!

Saindo do carro, já dava pra sentir o cheiro e a energia mesmo antes de começar que este não seria um show qualquer.

E ai... começou!

Público de 30 mil, vivendo essas 2 horas e meia diluidas em 26 canções. As pessoas estavam enlouquecidas, havia ainda, momentos onde Thom Yorke fazendo um acústico em Faust Arp, a galera ficava quietinha só prestando atenção, sentindo a vibe, já em outros, ao som de Paranoid Android, todos pulavam, gritavam e agitavam juntos numa catarse coletiva. Muitos sentimentos. Senti arrepio várias vezes, outras mais contido, com um sorriso introspectivo na cara.

E que produção, e que iluminação, e que qualidade do som...

FOI PURA ARTE.